quinta-feira, 20 de agosto de 2009

PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA

PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA

Olá Alunos!!!
Estamos estudando os fatores que ocasionaram o fim do regime monárquico no Brasil. Conhecemos os motivos que levaram o Império de D. Pedro II ao fim. Vamos relembrar?
QUESTÃO MILITAR

Durante o governo de D. Pedro II, o Exército ocupou uma posição marginal na política brasileira. Os baixos soldos, a rígida disciplina da corporação e a lentidão nas promoções desencorajavam os filhos das elites a seguir a carreira militar. Após a Guerra do Paraguai, o Exército saiu fortalecido como corporação. Vitoriosos no conflito, muitos oficiais queriam desempenhar um papel central na vida política, além do de defensor das instituições e da soberania nacional, atribuições impostas pela Constituição. Na década de 1880, houve uma série de atritos entre o governo e oficiais do Exército motivados pelo envolvimento dos militares em questões da política nacional. Os constantes enfrentamentos desse período desgastaram a relação entre o Exército e o governo e enfraqueceram a monarquia. A cada dia ficava mais evidente o projeto dos militares de assumir um novo papel na cena política do Brasil.
Benjamin Constant, Rui Barbosa e Quintino Bocaiúva convenceram Deodoro da Fonseca a marchar contra o imperador.
QUESTÃO RELIGIOSA

De acordo com a Constituição de 1824, a Igreja Católica estava subordinada ao Estado, sendo freqüente a interferência governamental nos assuntos religiosos.
Um dos principais fatores que motivaram a “questão religiosa”, iniciada no Rio de Janeiro, foi a homenagem feita pela Maçonaria ao Visconde do Rio Branco, que na época assinara a Lei do Ventre Livre.
Durante a homenagem, Almeida Martins, um padre maçom, discursou, sendo por esta razão suspenso de ordens pelo bispo do Rio de Janeiro. Começou, assim, o grave conflito que envolveu o clero; a maçonaria e o governo imperial.
No Recife, o bispo D. Vital de Oliveira era contra maçonaria. Os maçons publicaram uma lista de personalidades importantes que faziam parte da seita, entre elas alguns padres. D. Vitai suspendeu esses sacerdotes de suas ordens determinando também a eliminação dos maçons da Irmandades Religiosas.
Paralelamente, no Pará, onde era bispo S. Antônio Macedo Costa, estabeleceu-se um segundo conflito entre a Igreja e o Estado por motivos idênticos aos de Pernambuco.
Por solicitação das Irmandades atingidas, D. Pedro II anula as suspensões. Como os bispos mantiveram firme o propósito de sustentar a decisão, ao imperador não restava senão o recurso de julgá-los e condená-los. Embora fossem mais tarde anistiados, a prisão dos bispos representou uma afronta à igreja, ferindo a religiosidade popular.
QUESTÃO ABOLICIONISTA

A abolição não provocou o colapso da produção agrícola, como alardeavam muitos cafeicultores. No entanto, setores agrários mais dependentes do tralhao escravo, em particular os fazendeiros de café do Vale do Paraíba, sentiram-se traídos pelo governo, que acabou com a escravidão sem um programa de indenização dos ex-proprietários.
Os fazendeiros do oeste paulista, que já vinham empregando em suas lavouras imigrantes europeus, nunca tiveram laços fortes com a monarquia. Para eles, o fim da monarquia era a oportunidade de assumir o comando da política brasileira, tradicionalmente conduzida pelos proprietários de terras do Nordeste e do Vale do Paraíba fluminense.
Sem os proprietários de escravos tradicionais, a monarquia perdeu uma importante força de sustentação política.
GOLPE NA MONARQUIA
A crise dos militares se agravou em 1889. Reuniões conspirativas de oficiais militares com republicanos civis passaram a acontecer com frequencia. Os líderes desse movimento, o militar Benjamin Constant e os civis Aristides Lobo, Quintino Bocaiúva e Lopes Trovão, habilmente encontraram uma saída para acelerar a queda do antigo regime. O plano era convencer o marechal Deodoro da Fonseca, amigo pessoal do imperador e uma figura respeitada no Exército, a chefiar o movimento pela queda do governo.
Na manhã do dia 15 de novembro de 1889, Deodoro da Fonseca marchou com as tropas para o Ministério da Guerra, onde se encontrava o primeiro-ministro do governo de D. Pedro, o Visconde de Ouro Preto. Sob pressão dos militares, o governo monárquico renunciou.
O dia 15 de novembro, então, resultou de uma ação quase isolada do Exército, apoiada por um pequeno grupo de republicanos civis. Para a imensa maioria da população, alheia aos debates políticos, a república foi uma grande surpresa.
ESCRAVO NA CONTRAMÃO
A Caneta entra em ação
E escreve a sua vontade
Na página daquela carta
Sem medo da confusão
O Chicote não gostou!
E cobrou do velho Paço
- E a cana do canavial?
- E o café do cafezal?
- E o gado do curral?
- E o lixo do quintal?
- E o pano no varal?
A Caneta não deu atenção
Tirou todos do pelourinho
Mas esqueceu de dar a mão
Como eles não sabiam Ser
Foram rever a contramão
A nova foi de boca em boca
Em poucas linhas do papel
Escravo agora você é livre!
Mas não viu a discriminação
E a indiferença ficou de pé!
Na casa-grande!
Na senzala!
Na praça!
Na Sé!
(Gill de Oliveira)

Dia do Estudante

Dia 11 de agosto

Estudante é todo aquele que se dedica a aprender e tem fome de conhecimento. E já que você gosta de aprender coisas vamos falar um pouco da origem desse dia.

Você sabe por que ele é comemorado no dia 11 de agosto? Porque no dia 11 de agosto de 1827, D. Pedro instituiu no Brasil os primeiros cursos de ciências jurídicas e sociais do país. Ele fez isso para quem quisesse estudar não precisasse mais ir para Portugal ou Coimbra atrás de conhecimento.

Cem anos depois, Celso Gand Lev propôs uma homenagem a todos estudantes do país. Desde 1927 comemora-se essa data.