quinta-feira, 20 de agosto de 2009

ESCRAVO NA CONTRAMÃO
A Caneta entra em ação
E escreve a sua vontade
Na página daquela carta
Sem medo da confusão
O Chicote não gostou!
E cobrou do velho Paço
- E a cana do canavial?
- E o café do cafezal?
- E o gado do curral?
- E o lixo do quintal?
- E o pano no varal?
A Caneta não deu atenção
Tirou todos do pelourinho
Mas esqueceu de dar a mão
Como eles não sabiam Ser
Foram rever a contramão
A nova foi de boca em boca
Em poucas linhas do papel
Escravo agora você é livre!
Mas não viu a discriminação
E a indiferença ficou de pé!
Na casa-grande!
Na senzala!
Na praça!
Na Sé!
(Gill de Oliveira)

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