quinta-feira, 20 de agosto de 2009

ESCRAVO NA CONTRAMÃO
A Caneta entra em ação
E escreve a sua vontade
Na página daquela carta
Sem medo da confusão
O Chicote não gostou!
E cobrou do velho Paço
- E a cana do canavial?
- E o café do cafezal?
- E o gado do curral?
- E o lixo do quintal?
- E o pano no varal?
A Caneta não deu atenção
Tirou todos do pelourinho
Mas esqueceu de dar a mão
Como eles não sabiam Ser
Foram rever a contramão
A nova foi de boca em boca
Em poucas linhas do papel
Escravo agora você é livre!
Mas não viu a discriminação
E a indiferença ficou de pé!
Na casa-grande!
Na senzala!
Na praça!
Na Sé!
(Gill de Oliveira)

Dia do Estudante

Dia 11 de agosto

Estudante é todo aquele que se dedica a aprender e tem fome de conhecimento. E já que você gosta de aprender coisas vamos falar um pouco da origem desse dia.

Você sabe por que ele é comemorado no dia 11 de agosto? Porque no dia 11 de agosto de 1827, D. Pedro instituiu no Brasil os primeiros cursos de ciências jurídicas e sociais do país. Ele fez isso para quem quisesse estudar não precisasse mais ir para Portugal ou Coimbra atrás de conhecimento.

Cem anos depois, Celso Gand Lev propôs uma homenagem a todos estudantes do país. Desde 1927 comemora-se essa data.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Quem disse que o africano não escravizou?

Muitos pensam que a escravidão vitimou única e exclusivamente os negros africanos. Grande engano, pois os negros vendiam outros negros para os europeus, e os árabes também o faziam.
Uma coisa que muito pouca gente sabe é africanos faziam pirataria na Europa, seqüestravam pessoas de origem européia e as vendiam como escravas na África.
Duvida? Pois leia estes dois textos a seguir:
Mais de 1 milhão de europeus foram escravizados por traficantes norte-africanos de escravos entre 1530 e 1780, uma época marcada por abundante pirataria costeira no Mediterrâneo e no Atlântico. A informação é do historiador americano Robert Davis, que falou sobre o assunto anteontem. Segundo ele, embora o número seja pequeno perto do total de escravos africanos negros levados às Américas ao longo de 400 anos --entre 10 milhões e 12 milhões--, sua pesquisa mostra que o comércio de escravos brancos era maior do que se presume comumente e que exerceu um impacto significativo sobre a população branca da Europa. ‘Uma das coisas que o público e muitos especialistas tendem a dar como certa é que a escravidão [na Idade Moderna] sempre foi de natureza racial --ou seja, que apenas os negros foram escravos. Mas não é verdade’', disse Davis, professor de história social italiana na Universidade Ohio State. ‘Ser escravizado era uma possibilidade muito real para qualquer pessoa que viajasse pelo Mediterrâneo ou que habitasse o litoral de países como Itália, França, Espanha ou Portugal, ou até mesmo países mais ao norte, como Reino Unido e Islândia.’”
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/reuters/ult112u32556.shtml “(...) Muitos séculos antes da chegada dos brancos europeus à África, as tribos, reinos e impérios negros africanos praticavam largamente o escravismo, da mesma forma os berberes e demais etnias muçulmanas. Imaginar os portugueses, castelhanos e italianos lançando seus marinheiros em caçadas aos negros no coração das florestas africanas não resiste ao menor exame histórico. Pelo contrário, os europeus seiscentistas tinham verdadeiro pavor de deixar o litoral ou mesmo desembarcar de seus navios e avançar para longe da costa e capturar escravos. Estes eram trazidos pelos próprios africanos, que tinham grandes mercados espalhados pelo interior do continente, abastecidos por guerras entre as tribos, ou mesmo puro seqüestro aleatório. Isso pode ser facilmente comprovado, por exemplo, com a descrição do império de Mali feita pelo cronista muçulmano Ibn Batuta (1307-1377), um dos maiores viajantes da Idade Média, e o depoimento de al-Hasan (1483-1554) sobre Tumbuctu, capital do império de Songai (...).
Ademais, havia tribos africanas que praticavam sacrifícios humanos, naturalmente de escravos. Às vezes, para interromper a chuva, mulheres negras (e escravas) eram crucificadas. Ao converter meia África, o Islamismo contribuiu muito para estimular ainda mais a escravidão, pois praticou-a desde cedo: antes mesmo de Maomé, já no século VI, mercadores árabes freqüentavam todos os portos da costa oriental da África, trocando cereais, carnes e peixes secos com tribos bantus por escravos. As populações negras não-muçulmanas também consideravam a escravidão um fato absolutamente normal (...)” Fonte: http://www.ricardocosta.com/pub/imperiosnegros2.htm

terça-feira, 26 de maio de 2009

TEMPOS MODERNOS

Modern Times (Tempos Modernos, em português) é um do cineasta britânico Charles Chaplin lançado em 1936 em que o seu famoso personagem "O Vagabundo" (The Tramp) tenta sobreviver em meio ao mundo moderno e industrializado.
Nesse filme Chaplin quis passar uma mensagem social. Cada cena é trabalhada para que a mensagem chegue verdadeiramente tal qual seja. E nada parece escapar: máquina tomando o lugar dos homens, as facilidades que levam a criminalidade, a escravidão. O amor também surge, mas surge quase paternal: o de um vagabundo por uma menina de rua.
Um trabalhador de uma fábrica (Chaplin), tem um colapso nervoso por trabalhar de forma quase escrava. É levado para um hospício, e quando retorna para a “vida normal”, para o barulho da cidade, encontra a fábrica já fechada.
Enquanto isso, uma jovem (Paulette Goddard), orfã de mãe, com duas irmãs pequenas e o pai desempregado, tem que realizar pequenos furtos para sobreviver. Após a morte do pai em uma manifestação, dois agentes do governo vão buscá-las para a adoação, mas a jovem foge.
Carlitos vai em busca de outro destino, mas acaba se envolvendo numa confusão: pois é tomado como o cabecilha por trás da greve que esta a acontecer e acaba por ser preso. Quando é libertado e depois de uma agradável estadia na prisão, decide fazer de tudo para voltar para lá e ao ver a jovem que fugiu da adoção (Paulette Goddard) roubar um pão para comer, decide se entregar em seu lugar. Não dá certo, pois uma grã-fina tinha visto o que houve e estraga tudo. Mesmo assim, ele faz de tudo para ir preso, mas os dois acabam escapando e vão tentar a vida de outra maneira. A amizade que surge entre os dois é bela, porém não os alimenta. Ele tem que arrumar um emprego rapidamente.
Consegue um emprego numa outra fábrica, mas logo os operários entram em greve e ele mete-se novamente em perigo. No meio da confusão, vai preso ao jogar sem querer uma pedra na cabeça de um policial.
A jovem consegue trabalho como dançarina num salão de música e emprega seu amigo como garçom. Também não dá certo, e os dois seguem, numa estrada, rumo a mais aventuras.
Vamos relembrar melhor as cenas?
Cenário: Uma fábrica com grandes máquinas. Operários sujos, mal cuidados.
Cena 1: Carlitos na fábrica
Cada grupo de operários executam somente uma mesma tarefa. Carlitos torce roscas.
Cena 2: Aumentando a produtividade O presidente manda aumentar a velocidade da máquina, para que os operários produzam mais em menos tempo.
O operário Carlitos (Chaplin) vai adquirindo tiques, pelos movimentos repetitivos executados em uma única tarefa.
Cena 3: Carlitos troca de turno
Carlitos vai ao banheiro descansar. O presidente aparece em uma grande tela, exigindo que volte ao trabalho.
Cena 4: A máquina alimentadora
Empresários oferecem ao presidente da fábrica uma máquina que alimenta automaticamente o operário enquanto ele trabalha. Carlitos é obrigado a ser cobaia para exibição da eficácia da máquina.
Cena 5: Mecanização do operário Carlitos vai se robotizando. Entra em crise. Cai na máquina e se torna parte dela.
Cena 6: Alienação de Carlitos É levado ao hospício. Ao sair está desempregado. Ele está sozinho.
Cenário: Ruas lotadas de desempregados
Cena 7: Manifestações de rua contra o desemprego. Operários desempregados se mobilizam pedindo emprego. Carlitos é confundido com os participantes do movimento e é preso como líder.
Cena 8: Moça pobre rouba frutas no cais para o pai desempregado e seus irmãos. Cena 9: O pai da moça é morto em manifestação de rua. Seus irmãos são levados para o orfanato. Ela foge. Cenário: Prisão
Cena 10: Um traficante coloca droga no sal durante a refeição. Carlitos, coloca sal na comida e acidentalmente se droga. Fica fora da cela e acaba salvando policiais de uma rebelião de presos e começa a ter tratamento diferenciado.
Cena 11: Carlitos é solto, mas quer ficar na cadeia por temer o desemprego. Não tem para onde ir. Com carta de apresentação vai procurar trabalho. Cenário: Moça rouba bisnaga na rua
Cena 12: Carlitos a salva dos policiais. Ele faz tudo para ser preso e acaba conseguindo, mas encontra a moça na viatura. Ambos fogem.
Cenário: Sonho de moradia, fartura e vida familiar
Cena 13: Carlitos e a moça sonham com uma vida melhor e mais digna
Cenário: Loja de Departamentos
Cena 14: Carlitos consegue emprego em loja e aproveita para alimentar a moça e lhe deixa dormir no setor de cama e mesa.
Á noite ele se depara com ex-colegas da fábrica assaltando a loja. De manhã é pego dormindo e é despedido e preso. Cenário: A casa – sonho realizado
Cena 15: A moça lhe espera na saída da cadeia e lhe leva para uma casa que conseguiu. Ali procuram realizar o sonho da moradia. De manhã tomam o café da manhã e lêem jornal. Cenário: A fábrica reabre Cena 16: Carlitos volta a trabalhar como operário, na função de ajudante de mecânico. Cenário: O restaurante Cena 17: A moça consegue trabalho em restaurante como bailarina e consegue emprego de garçom e cantor para Carlitos. Mas as autoridades do orfanato estão procurando-a e ambos acabam fugindo. Cenário: A estrada da vida Cena 18: A moça está cansada de lutar pela vida, mas Carlitos um sonhador, mantém a esperança. Moça: - Para que tentar? Carlitos: - Erga-se! Não desista! Vamos conseguir!
Agora é com você!!!
Qual cena do filme você mais gostou? Por quê?

domingo, 24 de maio de 2009

O PATRIOTA

Carolina do Sul - 1776. Ex-herói da guerra franco-indiana, Benjamin Martin deixou de vez para trás a luta armada para criar sua família em paz. Considerado um soldado astuto, eficiente e bravo, ele casa-se com uma mulher de boa família que lhe dá sete filhos e, influenciado por ela, troca seu passado violento por um futuro pacífico em sua extensa fazenda.

Mas uma rebelião está em curso. Desta vez, o conflito com a Grã-Bretanha, é inevitável. Agora, como homem dedicado exclusivamente à família, Martin não está disposto a retornar aos campos de batalha. Viúvo recente, ele tem objetivos diferentes, pois tornou-se o único a zelar pelo bem de sua prole. Além disso, os horrores das lutas do passado ainda o torturam. "Se estão me perguntando se eu estaria disposto a lutar na guerra contra a Grã-Bretanha, a resposta é não. Já estive na guerra e não tenho nenhuma intenção de fazê-lo novamente", declara Martin em seu discurso emocionado diante do Congresso de Charleston. "Minha esposa morreu. Tenho sete filhos. Quem olhará por eles se eu for à guerra?"

Entretanto, o filho primogênito de Benjamin, Gabriel, pensa de maneira diferente. Os discursos radicais e a panfletagem ideológica que têm início nas capitais e nos bancos das igrejas e que logo chegam a todas as colônias, causam uma forte impressão no rapaz. A guerra irá eclodir e sua causa, segundo ele, é justa. Desafiando seu pai, Gabriel junta-se às tropas revolucionárias americanas.

Benjamin Martin enfrenta com isso um terrível dilema. Mesmo sendo um antibelicista ferrenho, ele acredita na causa da independência. É quando um regimento britânico, sob o comando do cruel Coronel Tavington, chega às portas da sua fazenda, pondo em risco tudo aquilo que ele mais preza - sua família. Com sua casa na Carolina do Sul ameaçada, Martin concorda em ir à guerra ao lado do filho patriota e idealista e lidera o destemido exército revolucionário na luta contra as devastadoras e cruentas tropas britânicas.

Ao final, este herói involuntário descobre que o único modo de proteger sua família é engajando-se na luta pela independência de sua jovem nação.

REVOLUÇÃO FRANCESA
A Revolução Francesa, movimento que aconteceu em 1789, foi tão marcante na História Mundial que assinala uma mudança de época: foi o fim da Idade Moderna (iniciada em 1453, quando os turcos tomaram Constantinopla) e o início da Idade Contemporânea, que é esta era em que vivemos.
Profundamente influenciada pelas idéias do Iluminismo - cujos principais pensadores foram Voltaire e Rousseau - e sob o lema "LIBERDADE, IGUALDADE, FRATERNIDADE", a Revolução, através de seus líderes, derrubou o rei Luís XVI (condenado à morte na guilhotina anos depois) e instaurou a República, em 1792.Um símbolo do poder da monarquia, a Bastilha, prisão símbolo do Antigo Regime, foi tomado pelos revolucionários. Alguns líderes do movimento: Robespierre, Danton e Marat.

sábado, 23 de maio de 2009

MANIFESTAÇÃO DO POVO JIJOQUENSE EM PROL DA CONSTRUÇÃO DO AEROPORTO INTERNACIONAL DE JERICOACOARA
Na manhã de quarta-feira (20/05/2009) centenas de pessoas se reuniram novamente no centro da cidade de Jijoca de Jericoacoara para manifestarem seu pedido ao governador estadual Cid Gomes: que a construção do Aeroporto Internacional de Jericoacoara seja em terras jijoquenses.
Localizada a 285,5Km de Fortaleza, na microrregião do litoral de Camocim e Acaraú, com uma população estimada em 18 mil habitantes, está em uma grande campanha.
A hospitaleira urbe com todas as suas lideranças estão lutando pela localização, em seu território, do Aeroporto Internacional de Jericoacoara, o que, aliás, já fora prometido pelo Governo do Estado, segundo informou autoridades de Jijoca. Jijoca está entre as cidades do caminho turístico do Brasil, daí a necessidade do aeroporto internacional.
Em razão de a notícia de que o aeroporto não seria mais construído em Jijoca o povo foi às ruas. Uma manifestação pública reivindicando a construção do aeroporto em Jijoca.
A manifestação foi pacífica, com faixas pedindo o aeroporto. A caminhada em prol do Aeroporto Internacional de Jericoacoara teve inicio no calçadão, seguindo pela rua principal, onde houve a concentração e manifestantes fizeram uso da palavra.

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